Já passaram as eleições para o PE, e entretanto neste blog não surgiu nada de novo, por impossibilidade minha.
Mas agora já posso voltar à saloia actividade de opinar sem ser autoridade na matéria, revelando bacoradas gargantuescas da minha subnutrida mente.
Ora, deixa lá ver o que aconteceu ultimamente…hmmm… O PS veio com aquela lei da proibição de dupla candidatura, porventura por peso na consciência…ou medo dos resultados dos dois proximos actos eleitorais.
O PSD “venceu” as eleições, mas não foi lá grande vitoria. Foi uma vitoriazinha, digamos, mais gerada por birra de alguns eleitores que têm pavor da esquerda. Também existe voto desinformado, sim, e é obvio que esse voto acaba por ser disperso nos culpados do costume. (Não me entendam mal, não estou a dizer que há votos melhores ou piores, mas o voto desinformado é, sem duvida, uma realidade; senão o fosse o PS não tinha maioria absoluta, e haveria uma verdadeira rotação de poder, em vez desta farsa a que chamamos democracia ocidental…)
Do panorama político, não me apetece falar mais por hoje. Estou de férias e os jornais já dizem muito. Vou antes falar de algo a que ninguém escapou…A morte de Michael Jackson…sim, o gajo de quem ninguém falava bem (quando se falava dele) há pelo menos 15 anos. O estupor morreu e tornou-se um deus (outra vez), com louvores de génio e tudo (impressionante que o apelidassem de tal). Mas, na mesma altura em que o “coisinho” morreu, morre também um gigante nome da cultura, principalmente da dança: falo da grande coreógrafa Pina Bausch! – que descobriu que tinha cancro a 5 dias de morrer! É claro que ninguém fala da morte dela, nem do valioso legado que deixou para trás. Até compreendo, afinal, ela não deixou uma divida de 500 milhões de euros como herança para a familia… e toda a gente sabe que os Jacksons têm de comer, ‘tadinhos…
Enfim, a cultura, e o seu consumo, continuam iguais: dá-se merda e ela é consumida, porque toda a vida consumimos merda, e mudar para açucar ia parecer estranho…