O ditador da Madeira

Alberto João Jardim é um ignorante. Diz o que pensa, mas, perigosamente, não pensa no que diz. E se pensar no que diz então estamos lixados.
Vive cheio de medo do comunismo, como se este lhe tivesse feito mal. Ou então é o dogma de beatice.
O comunismo em Portugal foi a piéce de resistance da resistência ao fascismo, da defesa dos trabalhadores, e o grande propulsor da democracia.
Se um bebedor de poncha, que por acaso manda na Madeira toda, indiscutivelmente, sem transição de poder, há mais de 30 anos, diz que quer proibir o comunismo na constituição (ou só insinuando), é alarmante. Não que o que ele diga tenha valor, mas porque a extrema-direita existe no parlamento e concorda logo com ele (como se viu), e as suas bacoradas ganham peso assim.
Se o comunismo fosse proibido (mais uma vez), imagine-se, eram comentadores televisivos, politicos, militantes, trabalhadores, etc, a ir para a prisão. Mais coisa menos coisa seria o numero igual ou seperior ao de desempregados (inscritos) em portugal. Para alguns seria só mais uma estatistica, mas para a democracia por que lutámos, seria a sua lápide.
De qualquer modo, se proíbirem o comunismo, ou as ideologias “totalitárias” ou “fascistas de esquerda e de direita”, também se terá de proíbir o regime “Jardinista”, que poucas e boas deve ter no cadastro…

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