Ora bem, o poeta Manuel Alegre despediu-se da AR, o que lhe deixa o caminho aberto para a presidência. Não sei se por promoção pessoal ou ideologia, mas se for a ultima, o melhor a fazer é saír do partido podre onde está filiado.
Esse mesmo partido podre do poeta Alegre fez uns convites a uns filiados da sua sucursal (o BE) para figurarem nas suas listas às legislativas. Um aceita, a outra desaparece…
No PSD nada de novo. A direita mais uma vez demonstra não ter ideias, tanto que não as mostra, nem listas apresenta. E na Madeira, o ditador abate a tiro de caçadeira um zeppelin de um outro partido (neste caso o PND), ameçando punir o partido oponente por ter posto o no ar o objecto de propaganda (que tinha as devidas licenças), e ignorando o facto de o seu partido, e o punhado de terra que domina, atentarem contra a democracia e estupidificarem as pessoas que habitam a ilha, confundindo as suas ideias de democracia e liberdade de expressão. Naquela ilha todos podem dizer o que querem, desde que todos queiram dizer bem do cabeçudo carnavalesco.
A democracia em Portugal não está podre. Aliás, o conceito de democracia não está podre em nenhum lado, nós é que abandoná-mos a democracia, e agora pagamos um preço muito alto, preço que passa por não termos capacidade de decisão, que se antes era local, agora é a nível Europeu (veja-se o caso do Tratado de Lisboa e do respectivo referendo na Irlanda, que enquanto não disserem “SIM”, gasta-se dinheiro do estado em novos referendos).
Não precisamos de um novo 25 de Abril, porque a história não se imita, mas o povo (soberano) precisa de ganhar uma vida e consciência mais política, porque a democracia é isso mesmo, a presença (acção) do povo na política, em todos os sectores.
A Luta continua!