Vamos cantar as Janeiras

6 de Janeiro de 2010

Caros leitores (se ainda houver algum): por motivos profissionais e pessoais, tem-se tornado dificil escrever neste blog. É verdade, passo a vida a pedir desculpas a “vocemeceses”, mas eu sou saloio, e o saloio é sempre submisso perante o patrão não é?
Bom, hoje é dia de Reis, e como músico e apaixonado pelo nosso património etnográfico, faço umas quantas associações musicais a este dia. A mais evidente, e julgo que será a que melhor chegará ao entendimento de todos, é o “Natal dos Pobres”, do nosso querido e saudoso Zeca (o Afonso, pois claro). É bonita, inspirada nas nossas tradições, e, como todas as canções do camarada Zeca, diz mais qualquer coisita.
Deixo então essa canção como sugestão auditiva para o dia de hoje, e deixo também um texto recolhido em Tras-os-Montes, sobre o mesmo tema.
Abraços e Avante Camaradas e amigos Democratas!

Avante!

29 de Agosto de 2009

Bom, a minha assiduidade não é a minha melhor qualidade, e vai sofrer um grande golpe por mais uma semana. Não é que faltem temas para escrever. Antes pelo contrário: o nosso país, e o nosso mundo, têm personagens mais que suficientes para criar novelas na blogosfersa. – Não, não é essa a razão para uma ausência, mas sim uma razão de gaudio: a edição de 2009 da Festa do Avante!
Não há razões para faltar!
Camaradas e democratas, espero-vos para 3 dias de alegria e festa!

O Rei está morto…

15 de Agosto de 2009

…mas há quem não o queira. Os meninos ricos, acabados de sair dos Maristas, que escrevem no 31 da armada, armaram-se em rebeldes queques e trocaram a bandeira do múnicipio de Lisboa pela bandeira da monarquia. São estúpidos, porque a bandeira do municipio só represente mesmo isso, o municipio, e não a Republica. Mas mais estupido é quem os desculpabiliza em prol do “sentido de humor”. Caso fossem militantes comunistas ou bloquistas, onde é que estava o sentido de humor? Não venham com merdas senhores intelectuais burgueses, que poluem os nossos media. Esta situação não teve piada, e a própria apologia de uma monarquia é insultuosa num período em que a guerra de classes se acentua. O fosso é cada vez maior, e a monarquia só acentuaria ainda mais este fosso.
Por uma terra sem amos!

Olhar para o céu

9 de Agosto de 2009

Este mês vou olhar feito parvo para o céu. É que me disseram que Marte vai poder ser visto a olho nu, e melhor, no dia 27, às 00:30, até vai parecer que temos 2 luas, de tão próximo que o planeta vermelho vai estar da Terra.
Já que Marte nos vem fazer uma visita, acho que era de aproveitar, e enviar para lá um “vai-vai-e-não-voltes” com alguns dos seres que envergonham a classe política em Portugal. Assim resolveríamos mais facilmente as questões políticas em Portugal, e à outra questão, se haveria vida inteligente em Marte, ficaria provado que não.
A bientôt tout le monde

Breve ponto de situação

30 de Julho de 2009

Ora bem, o poeta Manuel Alegre despediu-se da AR, o que lhe deixa o caminho aberto para a presidência. Não sei se por promoção pessoal ou ideologia, mas se for a ultima, o melhor a fazer é saír do partido podre onde está filiado.
Esse mesmo partido podre do poeta Alegre fez uns convites a uns filiados da sua sucursal (o BE) para figurarem nas suas listas às legislativas. Um aceita, a outra desaparece…
No PSD nada de novo. A direita mais uma vez demonstra não ter ideias, tanto que não as mostra, nem listas apresenta. E na Madeira, o ditador abate a tiro de caçadeira um zeppelin de um outro partido (neste caso o PND), ameçando punir o partido oponente por ter posto o no ar o objecto de propaganda (que tinha as devidas licenças), e ignorando o facto de o seu partido, e o punhado de terra que domina, atentarem contra a democracia e estupidificarem as pessoas que habitam a ilha, confundindo as suas ideias de democracia e liberdade de expressão. Naquela ilha todos podem dizer o que querem, desde que todos queiram dizer bem do cabeçudo carnavalesco.
A democracia em Portugal não está podre. Aliás, o conceito de democracia não está podre em nenhum lado, nós é que abandoná-mos a democracia, e agora pagamos um preço muito alto, preço que passa por não termos capacidade de decisão, que se antes era local, agora é a nível Europeu (veja-se o caso do Tratado de Lisboa e do respectivo referendo na Irlanda, que enquanto não disserem “SIM”, gasta-se dinheiro do estado em novos referendos).
Não precisamos de um novo 25 de Abril, porque a história não se imita, mas o povo (soberano) precisa de ganhar uma vida e consciência mais política, porque a democracia é isso mesmo, a presença (acção) do povo na política, em todos os sectores.

A Luta continua!

O ditador da Madeira

20 de Julho de 2009

Alberto João Jardim é um ignorante. Diz o que pensa, mas, perigosamente, não pensa no que diz. E se pensar no que diz então estamos lixados.
Vive cheio de medo do comunismo, como se este lhe tivesse feito mal. Ou então é o dogma de beatice.
O comunismo em Portugal foi a piéce de resistance da resistência ao fascismo, da defesa dos trabalhadores, e o grande propulsor da democracia.
Se um bebedor de poncha, que por acaso manda na Madeira toda, indiscutivelmente, sem transição de poder, há mais de 30 anos, diz que quer proibir o comunismo na constituição (ou só insinuando), é alarmante. Não que o que ele diga tenha valor, mas porque a extrema-direita existe no parlamento e concorda logo com ele (como se viu), e as suas bacoradas ganham peso assim.
Se o comunismo fosse proibido (mais uma vez), imagine-se, eram comentadores televisivos, politicos, militantes, trabalhadores, etc, a ir para a prisão. Mais coisa menos coisa seria o numero igual ou seperior ao de desempregados (inscritos) em portugal. Para alguns seria só mais uma estatistica, mas para a democracia por que lutámos, seria a sua lápide.
De qualquer modo, se proíbirem o comunismo, ou as ideologias “totalitárias” ou “fascistas de esquerda e de direita”, também se terá de proíbir o regime “Jardinista”, que poucas e boas deve ter no cadastro…

And now ladies and gentlemen…

9 de Julho de 2009

Já passaram as eleições para o PE, e entretanto neste blog não surgiu nada de novo, por impossibilidade minha.
Mas agora já posso voltar à saloia actividade de opinar sem ser autoridade na matéria, revelando bacoradas gargantuescas da minha subnutrida mente.
Ora, deixa lá ver o que aconteceu ultimamente…hmmm… O PS veio com aquela lei da proibição de dupla candidatura, porventura por peso na consciência…ou medo dos resultados dos dois proximos actos eleitorais.
O PSD “venceu” as eleições, mas não foi lá grande vitoria. Foi uma vitoriazinha, digamos, mais gerada por birra de alguns eleitores que têm pavor da esquerda. Também existe voto desinformado, sim, e é obvio que esse voto acaba por ser disperso nos culpados do costume. (Não me entendam mal, não estou a dizer que há votos melhores ou piores, mas o voto desinformado é, sem duvida, uma realidade; senão o fosse o PS não tinha maioria absoluta, e haveria uma verdadeira rotação de poder, em vez desta farsa a que chamamos democracia ocidental…)
Do panorama político, não me apetece falar mais por hoje. Estou de férias e os jornais já dizem muito. Vou antes falar de algo a que ninguém escapou…A morte de Michael Jackson…sim, o gajo de quem ninguém falava bem (quando se falava dele) há pelo menos 15 anos. O estupor morreu e tornou-se um deus (outra vez), com louvores de génio e tudo (impressionante que o apelidassem de tal). Mas, na mesma altura em que o “coisinho” morreu, morre também um gigante nome da cultura, principalmente da dança: falo da grande coreógrafa Pina Bausch! – que descobriu que tinha cancro a 5 dias de morrer! É claro que ninguém fala da morte dela, nem do valioso legado que deixou para trás. Até compreendo, afinal, ela não deixou uma divida de 500 milhões de euros como herança para a familia… e toda a gente sabe que os Jacksons têm de comer, ‘tadinhos…
Enfim, a cultura, e o seu consumo, continuam iguais: dá-se merda e ela é consumida, porque toda a vida consumimos merda, e mudar para açucar ia parecer estranho…

Final de campanha

4 de Junho de 2009

Estamos na recta final de uma campanha ao PE, que tem sido corrosiva por parte dos actores do costume, e que tem a particularidade de contar com a promessa de visita de Paulo Portas, vulgo Paulinho das Feiras, a Santarém, no dia de reflexão… outra particularidade é o numero de partidos que surgiram e que mais não servem senão para dispersar os votos. Enfim, depois desta ainda há mais duas: autárquicas e legislativas…Este ano é a doer…

A campanha ao PE

27 de Maio de 2009

Não consigo ficar indiferente à campanha do PS ao PE. É ridiculo o ponto que chegou a mentira e a falta de (bom) carácter daquela gente. Não assumem as suas responsabilidades para com o povo, não admitem que nos puseram num buraco e que agora nos querem vender a escada para sairmos de lá. Confundem-se e tentam-nos confundir que o PS é o governo e o governo é o Estado! E depois, em campanha, dizem que os “outros” combatem o PS… A arrogância e “lata” do PS que nos tenta ensinar o que é a democracia, e que as suas medidas são as únicas plausiveis, mesmo quando estas empobrecem a maioria da população.
Nunca um primeiro ministro foi tão odiado por tantas frentes como o está a ser José Socrates, e nunca nenhum partido perdeu tanta credibilidade como o PS, e eu não tenho pena nenhuma.
Aconselho a carta aberta de Santana Castilho ao PM que veio hoje (27 de Maio) no público.

As “melancias”

25 de Maio de 2009

Chamo “melancia” àqueles jogadores do benica, que juram ser benfiquistas até ao cerne do seu ser, e que no entanto vão jogar para o Sporting. Ora, o poeta Manuel Alegre disse no outro dia que “ir para outro partido era como ser benfiquista e vestir a camisola do Sporting”…pois, mas isso já aconteceu antes…